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Como o Ocidente e o Oriente usam diferentes culturas nos jogos

Além das diferenças na jogabilidade e no estilo visual (você pode ler sobre o mercado clicando aqui), os jogos ocidentais e orientais também costumam tratar as culturas do mundo de maneiras diferentes. Enquanto os estúdios ocidentais geralmente tentam representar um lugar da forma mais próxima possível da realidade, os desenvolvedores orientais costumam usar essas culturas como inspiração para criar mundos de fantasia. Nenhuma das duas formas é melhor que a outra. São apenas maneiras diferentes de contar histórias.

Um bom exemplo do lado ocidental é a série Assassin’s Creed. Cada jogo leva o jogador para um período histórico diferente, como o Egito Antigo, a Grécia, a Itália da Renascença ou o Japão feudal. Os cenários, as roupas e até alguns personagens são baseados em pesquisas históricas. É claro que existe ficção, mas a ideia é fazer o jogador sentir que está visitando aquele lugar e aprendendo um pouco sobre sua cultura enquanto joga. Inclusive, a cargo de curiosidade, após o incêndio de Notre Dame, o trabalho da Ubisoft auxilia na reforma do Catedral Histórico francês, visto que eles tem modelos 3D do monumento histórico.

Já muitos jogos orientais preferem misturar referências de vários lugares do mundo para criar algo totalmente novo. A série Final Fantasy, por exemplo, reúne castelos inspirados na Europa medieval, criaturas da mitologia nórdica, roupas orientais, armas e elementos de diversas religiões e lendas (eu sempre dou uma carinhosa risada quando me lembro da primeira vez que achei a Ogum Blade no Final Fantasy Tatics Advance). Em vez de copiar uma cultura específica, os desenvolvedores pegam características de vários povos e criam um universo com identidade própria.

Um outro exemplo que faz essa mistura de influências muito bem é World of Warcraft. Em Azeroth, praticamente todas as raças foram construídas a partir de referências culturais reais, mas sem representar um povo específico. Os taurens, por exemplo, têm elementos inspirados em diferentes povos indígenas da América do Norte, como a forte conexão com a natureza e o respeito aos ancestrais. Já os trolls misturam referências do Caribe, da África e da América Latina Histórica, enquanto os pandarens foram inspirados em aspectos da cultura chinesa, como a arquitetura, a culinária e as artes marciais. Em vez de copiar essas culturas, a Blizzard utiliza essas influências para criar povos com histórias, crenças e tradições próprias, tornando Azeroth um mundo que parece familiar, mas ao mesmo tempo completamente original.

Outro exemplo bem conhecido é Genshin Impact. O jogo, pelo que percorri sobre para trazer nesta matéria, possui regiões inspiradas em diferentes partes do mundo. Liyue lembra a China, Inazuma tem influência do Japão, Fontaine foi inspirada na França e Sumeru reúne elementos da Índia, do Oriente Médio e do Norte da África. Mesmo assim, nenhuma dessas regiões tenta ser uma cópia exata desses países. Elas usam a arquitetura, a música, a culinária e as tradições como inspiração para criar um mundo de fantasia.

Atualmente essa diferença já não é tão grande quanto antigamente, que era mais perceptivel as diferenças de desenvolvimento. É comum ver estúdios ocidentais usando elementos dos animes e dos RPGs japoneses, enquanto empresas orientais pesquisam cada vez mais sobre outras culturas para criar cenários mais ricos e respeitosos. No fim, essa troca de influências faz com que os jogadores tenham acesso a mundos cada vez mais variados. Seja explorando uma cidade histórica em Assassin’s Creed ou um reino fantástico em Genshin Impact, o mais interessante é perceber como diferentes culturas ajudam a tornar os jogos mais vivos e memoráveis.

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Yuuko e CG são taverneiros que aprontam altas confusões com seus gatos em diversos gêneros de jogos e artes em geral, além de gostarem de falar sobre isso junto a outros aventureiros nessses multiversos.

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