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Das lan houses aos mundos virtuais: como os MMORPGs conquistaram o Brasil

Muito antes dos jogos online se tornarem comuns nos consoles, os MMORPGs já mostravam que era possível reunir milhares de pessoas em um mesmo mundo virtual. Títulos como Ultima Online, Tibia, Ragnarök Online, Lineage II e, mais tarde, World of Warcraft, transformaram a maneira como os jogadores enxergavam os videogames. Pela primeira vez, o objetivo não era apenas terminar uma campanha, mas viver em um mundo que continuava existindo mesmo quando você desligava o computador. Era um lugar para fazer amigos, entrar em guildas, disputar castelos e criar histórias que nunca seriam iguais para dois jogadores.

Lan Houses
tibia

A popularização dos MMORPGs no Brasil aconteceu muito antes das redes sociais dominarem a internet. Grande parte dos novos jogadores chegava por indicação de amigos, colegas da escola ou pessoas conhecidas nas lan houses. Era comum alguém apresentar um jogo para o grupo inteiro, que começava a jogar junto para formar uma guilda ou explorar o mundo desde o início. Revistas de games, fóruns, comunidades no Orkut e programas como MSN também ajudavam a divulgar novidades, compartilhar guias/detonados e organizar eventos. Esse crescimento aconteceu de forma bastante natural, impulsionado pela própria comunidade, que fazia dos MMORPGs muito mais do que um passatempo: eles se tornavam um ponto de encontro virtual.

O sucesso dos MMORPGs no país também aconteceu porque várias empresas apostaram na localização dos jogos. A Level Up! Games, por exemplo, trouxe Ragnarök Online, Perfect World, Grand Chase e outros títulos com tradução para o português, servidores nacionais e formas de pagamento adaptadas ao público brasileiro, como boleto bancário. Isso facilitou a entrada de milhares de jogadores que não tinham cartão de crédito nem conheciam inglês, algo que ainda era uma barreira em muitos jogos estrangeiros.

Com o passar dos anos, os MMORPGs deixaram de ser apenas um gênero e passaram a influenciar toda a indústria. Sistemas de níveis, árvores de habilidades, eventos sazonais, chefes de mundo, missões diárias e até cosméticos vendidos em lojas virtuais começaram a aparecer em jogos de vários estilos. Mesmo quem nunca jogou um MMORPG provavelmente já encontrou alguma dessas mecânicas em títulos modernos. A influência foi tão grande que muitos jogos de ação, sobrevivência e até de tiro adotaram elementos criados ou popularizados pelos MMOs.

fila de jogadores para entregar uma quest em world of wacraft

Embora o gênero já não domine tanto o mercado como nos anos 2000, sua comunidade continua extremamente fiel. Jogos como Final Fantasy XIV, World of Warcraft, The Elder Scrolls Online, Black Desert Online e até clássicos como Tibia e Ragnarök Online ainda reúnem milhares de jogadores diariamente. No Brasil, a nostalgia também desempenha um papel importante. Muitos jogadores voltam para esses mundos não apenas pelas novidades, mas para reviver amizades, reencontrar antigos companheiros de guilda e revisitar lugares que marcaram uma fase importante de suas vidas. Mais do que jogos, os MMORPGs ajudaram a construir comunidades que continuam existindo mesmo décadas depois de seu auge.

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Yuuko e CG são taverneiros que aprontam altas confusões com seus gatos em diversos gêneros de jogos e artes em geral, além de gostarem de falar sobre isso junto a outros aventureiros nessses multiversos.

Comment (01)

  • Yuukokitsune

    07 jul, 2026 14:54

    sss

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